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              *Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo

                original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de

                identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.


 

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Mashiah
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 07/05/2006

Quando não há horizonte ou partida
E os sóis e as luas passam em vão
E o amor é uma chama esvaída
E o furor da dor, um apagão

Quando se perde o medo da morte
E se percebe a respiração
E o sonho não é mais consorte
E o futuro e o presente um são

Quando o eu se torna um ‘it
E o espelho vil acusador
E os instintos insulsos no id
E o vermelho e o cinza uma cor

Quando a paga é sempre irrisória
E o si é o único estar
E não há mais perda ou glória
E outrem não vê seu penar

Quando os deuses perdem o monastério
E a corte o seu resplendor
E a escuridão seu mistério
E o alvorecer seu frescor

Nesse instante, o poeta ressurge
Como fênix, com novo teor
E escrever em seu íntimo urge
E a poesia é o seu salvador.

 

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Despoeta
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 10/04/2006

Inerte ante a minha tela
Me vendo no espaço em branco,
De repente, letras surgem
E as encaro com espanto!

Retratam podres, mazelas,
Segredos e desencantos;
Quais serpentes, se insurgem,
Me acuam num desmando.

Imundas para donzelas,
Profanas ao que é santo;
Dementes, à noite, urgem.
Confessam o que decanto!

Imunes à minha cinzela;
Perenes? Só por um tanto:
Potentes “Deletes” rugem
E reina a paz do branco!

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A Subida
(Celso Alvares, Xaxim, SC – Brasil) - 1991

Um dia me perguntei
Ao mirar o horizonte:
O que eu encontrarei
Bem atrás daquele monte?

Mil respostas me surgiram
Mil sonhos, mil ilusões
E o tempo que não passava
Acelerava as pulsações

Lentamente fui chegando
Ao sopé do grande monte
Sempre me interrogando:
O que será que tu escondes?

E ao olhar para o teu cume
E sentir o teu frescor
Logo imaginei comigo:
Não seria o amor?

Fui subindo passo a passo
Quantas vezes tropecei
O que esconderá o monte
No buscar me motivei

E galgando insistente
Logo ao topo eu cheguei
Cansado, esfolado,
Malfadado, bem o sei!

E com um olhar triunfante
Com o gozo de um grande rei
Pude olhar atrás do monte
Monte que eu conquistei

E ao mirar o horizonte
Nesse instante relembrei
Que será que tu escondes
Lembras eu te perguntei

(suspiros) ...

Lá estava eu no topo
Deparado com a descida
Depois de tanto sufoco
De que me valera a subida

Nesse instante como louco
Entreguei-me à deriva
Percebi como é pouco
O monte da minha vida

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Palavras
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 25/05/2006

A uma mestra das palavras!

P_alavras homéricas,
_______oh! meras palavras.
A_ceiras, soantes,
_______só antes faladas.
U_tópicas ou tópicas,
_______utentes, usadas,
L_adinas, docentes,
_______indescentes, roubadas,
A_rteiras. Outeiros.
_______Solteiras sois nada!
M_itigam bravias,
_______instigam bravatas.
A_usentes senhoras
_______sem hora marcada.
R_emédio do ente,
_______do crente cruzada,
L_evedo da alma,
_______à palma estocada.
E_nlevo e arroubo
_______à roupa surrada,
I_nfantes em festa;
_______enfesta infestada
N_enhures inermes,
_______inertes rearmadas.
E_stio de amores
_______das dores invernada.

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Inexprimível
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 10/03/2005

                             Ao meu fião...

F az tempo que frustrado busco
E xpor o que não sei medir
L etras que combino e rebusco,
I nanes, mal traçam um croqui
P alavras em mídia ordinária
E státicas e sem pulsação
L oquazes, contudo, tão falhas
U ltrajam a minha emoção
I ndômito, recorro à álgebra
Z erando a seguinte expressão:

         Eu - Você = 0

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Acinte
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 04/06/2005

Por que coisas tão nobres
Têm gosto de salobro?
Por que filtramos tudo
Pensando: qual é o logro?
Ser puro é fantasia, sincero não existe;
Verdade é a mentira que ainda resiste!

Abrir o coração
É pedir uma desventura.
Por que a desilusão
É fria e tão crua?
Sorrir é indecente, tocar é sempre impuro,
Compadecer, demente; viver é mau auguro!

Por que minha conquista
Lhe soa como afronta?
Por que o altruísta
Assusta e amedronta?
Amar é puro sexo, se dar é um acinte,
Falar é não ter nexo, buscar é ser pedinte

Por que esta criança
Se perde a cada tique?
Por que em minha lembrança
Se esvai num alambique?
Inculpe é passado, bondade é adereço
O amor está exilado, cadê seu endereço?

Me dá esse endereço!
Mereço...

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Sanha Negra
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 10/06/2005

Meia-noite. Silêncio total derredor.

Algo grita em meu seio,
anseia por explodir.
Assento-me, impaciente,
e odeio cada jabuticaba!

Nova dor em meu ventre.
Não! Não é a de ser,
nem a de não ser.
É a de não ter!

Não ter a hombridade de resistir
aos encantos dessa pretidão lasciva,
à sedosidade ébria da tua casca,
ao sumo etéreo da tua abertura!

Suguei-te com a sede dos inebriados,
dos enfeitiçados por teu feromônio,
dos embevecidos por tua poção.

Valeu cada susto na escalada,
cada arranhão ao violar teus domínios,
cada suspiro abafado,
cada calafrio ao roubar-te.

Quisera tê-la no lado de cá,
mas possuir-te sufocaria
a aventura de conquistar-te.

Desvendar teus mistérios e saborear-te
com os incontáveis sentidos da alma
sobrepuja qualquer receio de ser alvejado,
qualquer rajada de sal.

Difícil, apenas, é a dor de metabolizar-te.

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Nicole
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 13/03/2003

                               À menina dos meus olhos, nascida em 12/03/2003

Nicole, minha Nicole!
Nos tolhe o "cataclisma",
O receio nos consome
À beira desse cisma.
Num mundo que explode,
Na paz que se abisma
Nicole, minha Nicole
Eclode seu carisma.

Fernandos que apavoram
Bushs que aterrorizam
Saddams que se arvoram
Bin Ladens que infernizam
Seus olhos nos meus olhos
Meus olhos em seu sorriso
Nicole, minha Nicole!
Meus medos exorcizo.

Que a paz que a circunda
O mundo catalise,
A sua luz profunda
Os males eletrolise
E a fórmula oriunda
A vida eternize.
Nicole, minha Nicole!
Acolhe-me, marquise!

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Clique
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 13/03/2005

Inspirado por um mago dos símbolos!

Click
Por todas as conversas que não entabulei
Por todos os diálogos que no meio parei
Por todos os saraus dos quais me ausentei
Por todos os drummonds que por ti releguei
Por todos os versos que não elaborei
Por todos os complexos sem nexo que criei
Por todas as "verdades" de que não duvidei
Por todos os crápulas calhordas que honrei
Por todas as mulheres reles que almejei
Por todos os inocentes decentes que odiei
Por todos os pulhas falsos em quem votei
Por todos os programas vãos que presenciei
Por todas as besteiras que por impulso comprei
Por todos os ardis vis que ignorei
Pelo tempo astronômico que ao vento joguei
Pelos pseudo-eventos que inepto apoiei
Pelos bordões e jargões que por fim adotei
Pela astúcia lupina em pele de grei
Pela moral decadente que conivente aceitei
Pelo temor reverente ante a ti qual a um rei:
- "Brindo-te, TV, com meu derradeiro clique!"
Click

 

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Musa Memorial
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 03/06/2006
 

Milene menina, meiga e manhosa
Milene moça, mutante e molejo
Milene mulher, magana, mocetona
Milene Milene, mira-olho, misteriosa
Musa, mente, mama, manancial;
Musa em movimento,
Musa num momento
Musa memorial!

 

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Messenger
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 09/03/2005
 

Messenger aberto e tu ausente,
Inacessível. INCLEMENTE!!!
LABREADA IMPENITENTE!!!
E eu aqui quase demente
Neurastenica e insanamente
Estimando com quem... IMPUDENTE!!!

 

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Dia da Mulher
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 08/03/2005
 

Hoje...

Que os chefes sejam distantes
E os maridos, amantes

Que os filhos sejam presentes
E os ciclos, ausentes

Que os namorados sejam certeiros
E os ficantes, arteiros

Que as sensações sejam ferozes
E as poluções, não velozes

Que o traído perdoe e esqueça
E o novo dia nunca amanheça...
 

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Bouquet Anônimo
(Celso Alvares, Rochester, MN – EUA) - 2001
 

Este é um bouquet anônimo.
Não que o emissor queira permanecer incógnito
(impossível; seu idioma o trairia).
Mas por querer tornar-se impessoal

Para dar-te a oportunidade de transmigares
Neste teu dia especial
E sonhares que este pequeno bouquet de flores
Proveio de alguém especial
Daquele por quem realmente brilham teus olhos.

Não importa onde ele esteja:
Se em terra distante,
Numa lembrança do passado,
Em um sonho de menina ou
Numa esquina do porvir...

O importante é que hoje
Ele rendeu-se ao teu fascínio
E transmitiu em forma de rosas
Coisas que não sabe dizer...

E do verdadeiro emitente das flores?
Esqueçe-te...

É apenas um amigo
Feliz, agora, por estar certo
De que por alguns meros segundos
Resgatou em teus olhos aquele brilho
Que deveria ser-te eterno.

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Moleca
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 03/03/2005

Menina, morena, moleca,
Ao pulso do seu caminhar
Reboto minha vida sapeca
Inerme começo a pulsar

Alveja, acossa e disseca
Com mero desvio de olhar
Estoque em firme munheca
Cativo, só posso sangrar

Ínterim de deusa e boneca
Lanceado, que sorte esperar?
Ideio seu grito de Heureca
Anelo ser seu desvelar.

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Mente Insana
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 22/05/2006

Mente insana
Insanamente
Tacanha sonha
A mente mente

Mente insana
Demente sente
Sanha bisonha
Ausente utente

Mente insana
Estranho poente
‘Corpore insano’

Mente insana
Medonho ente
Ser humano.

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.Lucila
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 22/03/2005

                            À partida de uma amiga querida!
 

L

uz que tão cedo se apaga,

U

ltimátum de vida efêmera? N Ã O!

C

riança eterna, ativa,

I

nfante, amiga e simpática.

L

evada, no éter propaga

A

graça que nos presenteava!

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Sofia
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 20/11/2004

                       À filhinha recém-chegada do Marcelo!

S emente da paz consorte,
O nírica, presenteia.
F lor de viço cujo aporte
I lumina e incendeia.
A lma pura, contraforte,
   
F ábula que o mal flanqueia
A rte ditando sorte
S onho que cascateia
S eiva de luz transporte
I déia do amor candeia
N éctar, insumo forte,
A ura que nos permeia

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Rafaela
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 03/03/2005

                            À filhinha recém-chegada da Norma!

R_avina de luz e pujança
A_urora de um novo dia
F_agulha de alvor e mudança
A_uspício de revelia
E_térea, oh cara criança
L_egaste-nos à sinergia
A_o sonho e à perseverança

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Aprendiz
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 1995

Eu cansei de esperar
Cansei de me cansar
Deixei de ser feliz
Quando era pra acordar
De um sonho que eu fiz
Só fiz me machucar

Ah! De mero aprendiz
Ensinei-te a amar
Amor que eu sonhei
Cansei de esperar
O tanto que esperei
Não sei nem mensurar

O sonho,
Esse sonho medonho, inveraz,
Alcatraz
A vida
Essa vida sofrida e algoz
Tão veloz

Ah! deixei de ser assim
Agora eu sei de mim
E tudo o que eu sei
Do tanto que esperei
Do mundo que te dei
Só restou nosso fim.

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Moça
(Celso Alvares, Xaxim, SC – Brasil) - 1990

Eu conheço uma moça
Que motiva a minha vida
E dirige os meus sonhos
Me deixando à deriva
E me prende com seus beijos
Seu abraço me escraviza
E no sonho de um desejo
Nosso amor se valoriza

Como eu quero essa moça
Sempre atenda ao meu lado
Dividindo o meu sucesso
Consolando meu fracasso
Convivendo em harmonia
Como ritmo e compasso
E no fim de cada dia
Encontrá-la num abraço

Eu já tenho essa moça
E ela também me tem
E assim nós aguardamos
O novo dia que vem
Estaremos tão felizes
Alegria sobrará
Esquecendo as cicatrizes
Nosso amor sempre haverá...

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Sorocabana
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 1995

                  Das reminiscências do meu pai,
                  criado nas turmas da Sorocabana.

Olha o trem! Vem o trem...
Que esse trem me leva a relembrar
Aquele tempo em que eu vivia
E que a alegria tinha o seu lugar

Vem o trem! Me leva trem...
Me enleva, me faz retornar
Àquela casa na beira linha
O lugar que tinha para respirar

E co’esse trem, o que vem?
Meus colegas sempre a gandaiar
A goiabeira muito visitada
Oh! Quanta goiaba saía de lá.

E a pensão, o alemão
Macarrão com açúcar a misturar
Tinha o russo e o seu cavalo
O cego malaio: - "Favor ajudar!"

Caldeirão no fogão
Minha mãe artista a cozinhar
A espanhola e suas castanholas
Contando histórias pra nos alegrar.

E o meu pai, pobre pai!
Esforçado mestre a trabalhar
Nos jardins da Sorocabana,
Semeando gana pra gente sonhar!

Tempo foi, tempo bom!
Tempo foi, jamais há de voltar
Mas cada vez que o trem vem chegando
Eu parto voando para esse lugar.

 

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Pedrinhas
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - aos 12 anos

                                         "No meio do caminho tinha uma pedra..." (C. Drummond)

E lá vai João ...
Às quatro da matina já está em pé
Corre à padaria, não tem pão.
Não tem problema, sai sem café.

E lá vai João ...
Corre na chuva para pegar a lotação,
O ônibus não pára, leva um escorregão.

E lá vai João ...
No trabalho, de nada adianta a correria,
Chega atrasado, perde o dia.

E lá vai João...
Chega à casa de tarde,
Surpreende a mulher, sofre um ataque.

E lá vai João...
No hospital, como tudo é solidão
Se esvazia e morre João.

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Num Segundo de Espera!
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - Primeira poesia, aos 12 anos

Num segundo de espera
Coração se desespera
Bate, bate, bate forte
E esse segundo tornar-se morte

Maior fica o anseio, aos gritos
E o coração reage aflito
Esperando aquele vital calor
Do qual tão necessita seu amor

E nos seus olhos vê-se alegria
Pois relembra aqueles lábios que sorriam
Em direção aos seus
E nesse momento ele viu
A grandiosidade de Deus.

Então a porta ruge
E um raio de luz surge
Ofuscando-lhes os olhos,
Que já não viam.
Tapando-lhe os lábios,
Que já não sorriam.
Parando seu coração,
Que já não amava.
Esvaziando seu mundo de sonhos,
Tudo se acabava.

E esse segundo de espera e ansiedade
Tornou-se uma eternidade.

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Reticente
(Celso Alvares, Campinas, SP – Brasil) - 12/1998

Se esse olhar reticente
Fosse um pouco indulgente
Se me olhasse com atenção
Eu sonharia diferente
Um futuro iminente
Recheado de emoção

Se esse corpo refulgente
Apagasse a incandescente
Chama do meu coração
A paixão remanescente
Brotaria qual semente
Nos adubos da ilusão

O que faço se o acaso
Conspirou o meu fracasso
Me legou à solidão
Carrasco
Colocou-a em outros braços
Bem longe do meu regaço
Distante das minhas mãos

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Amarras
(Celso Alvares, Xaxim, SP – Brasil) - 1990

                              De um tempo em que pensar era pecado...

Se eu tivesse um poema...
Se eu pudesse com a pena
Liberar o meu instinto,
Se eu soubesse poetar...

Criaria o meu mundo,
Partiria do profundo,
Do meu eu já quase extinto,
Brincaria de sonhar...

E esse sonho oriundo
De poeiras lá do fundo
Soltaria o que sinto,
Sentiria o luar...

O que faço se vem junto
Qual buquê que traz defunto
A verdade de que minto,
Minto pra me suportar.

E derramo-me em pena.
Pra que quero um poema
Se só tenho este instinto,
O instinto de chorar?

Me perdoem este tema
Sempre foi o meu dilema,
O meu medo reprimido,
O meu medo de voar.

Mas, um dia
Eu me solto e vou longe...
E só volto se onde
Estiver, em desalinho,
Descobrir o meu caminho,
Descobrir o que sou eu.

 

*Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.

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Enclausurado
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 1991

Já não sei mais o que faço
Entre o medo e a solidão.
Caminhar... me falta o passo.
Enfrentar... me falta o chão.
Descobrir o meu espaço,
Conquistar a imensidão...
São esboços que eu traço,
Mas me foge a ambição.

Já não sei se há um passo
Entre o medo e a imensidão.
Caminhar... me falta espaço;
Enfrentar..., a ambição.
Descobrir o que não traço,
Conquistar a solidão...
São esboços que eu faço
Só me foge mesmo o chão.

Já não sei se há um traço
Entre o medo e esse chão.
Caminhar... isso não faço.
Enfrentar a solidão?
Descobrir qual é o passo,
Conquistar a ambição?
Só esboços, meu espaço
Contrapõe-se à imensidão!

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Criança de Rua
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 1990

Era apenas uma criança
Que nasceu em berço pobre
E cresceu sem esperança
Neste mundo que consome

Esta vida, qual carrasco
O colocou em um barraco
Com seu pai sempre de fogo
Sua mãe... boa? Tampouco!

Hoje ele cresceu e nos assusta
Ninguém sabe sua luta
Ninguém viu o seu sofrer

Nós simplesmente o rotulamos
Indigente desumano
E não o deixamos viver

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Celibato
(Celso Alvares, Xaxim, SC – Brasil) - 1990

Quando penso em casamento
Só por um momento
Suo, fico tenso,
Enxugo com um lenço
É um contra-senso
Que não quero, não posso ter

Não mudo! Sei que sou marrudo,
Acho que sortudo
Não vou nesse tubo
Pois sou tão taludo
Escapo de tudo
Que força e possa prender

Se ela chega sorrindo
Eu saio fingindo
Que não vejo nada
Numa disparada
Escapo correndo
Não há argumento
Pra me convencer

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Soul Fucker
(Celso Alvares, Durham, NC – EUA) - 2001

O homem tem duas cabeças:
A que sente e a que pensa.

A maioria pensa pela que sente,
Alguns poucos não.

Os primeiros comem corpos,
Os outros devoram almas.

Corpos, os vermes também comem.
Eu estou atrás de almas...

 

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Os Que Vivem como Cães
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 25/06/2006

                        A todos os perseguidos que ousaram cometer o crime de PENSAR!

Raça de cruéis, cães empedernidos
Desterram os dissidentes à solidão
Longe de todos, dos ecos do passado
Sem nem sequer lhes estender a mão

Raça de cruéis, algozes enrustidos
Que aferrolham quem ousa pensar
E castram as iniciativas do ser
Destruindo a capacidade de voar

Raça de cruéis, cães sanguinolentos
Comedores do vômito a que volveram
Ingerindo, novamente, repugnantes,
A pútrida carne que comeram.

Raça de cruéis, vitimas ignorantes
Não vêem que no fim o mesmo fim lhes enlaça
Pois, um dia, o cão exaurido cochila
E de caçador acaba virando caça...

 

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Percorrer-te
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 27/06/2006

Vou percorrer-te como se fosses um rumo
Esconder-me em cada orifício oculto
Rir-me do teu gozo, em tom de desvario
Içar os teus pêlos como se fora um vulto
Beber teus fluídos, sumir em teu sumo
Tinir teu tesão na tua pele tesa
Invadir-te rijo, dominar teu sulco
Minar do teu ser o mais sublime vinho
Almejar-te como minha eterna deusa!
 

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Mal Crônico!
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 01/07/2006

O mal de se ter um mal crônico
É a dor que se sente sempre.
São vários os tipos de dores.
Com o tempo, aprende-se a suportá-las
Com o tempo, tenta-se esquecê-las
Mas elas estão sempre lá!
Recorre-se a médicos, doutores...
Busca-se novos tratamentos,
Doutores da alma;
Toma-se drogas (que droga!),
Sonha-se com uma vida normal.
Drogas, médicos, testes, exames, diagnósticos
Promessas, promessas, promessas!
Cansaço, desesperança, dor, medo, desespero.
Realidade. A dor do corpo não é contornável;
Ela rouba sua energia de vida, seu elã,
Sua vontade de viver, de respirar...
O "caralho" com as drogas e os médicos
A "puta que te pariu" com os doutores da alma
Que o diabo carregue os curandeiros religiosos
No frigir dos ovos, o que sobra
É nada mais além do que você e a sua dor...

 

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Fim de Festa
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 12/07/2006

Muitos beberam
E se empanturraram
Embrigaram-se
Alguém cheirou

Muitos flertaram
Todos cantaram
E se abraçaram
Alguém brigou

Algumas traíram
Outros sarraram
Alguns desejaram
Alguém rebolou

Olhar de malícia
Olhos na bunda
Mente nos peitos
Alguém os tocou

Maldito decote!
Boca na boca
Odor de pecado
Alguém que ousou

Luxúria na pista
Cigarro, cigarro
Batida tonante
Alguém desmaiou

Os corpos vibrando
Batuque na tribo
Ninguém enxergava
Alguém pisoteou

O grito, o vexame,
O vômito, o escarro,
Os sóbrios gritaram
A polícia chegou...
 

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Olé!
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 19/07/2006

O touro na arena é inexpugnável!
É forte, direto, imponente!
Pisa duro, deixa suas marcas no chão.
Reina em seu território como verdadeiro monarca.

Covarde, atrás de um anteparo, encontra-se o matador.
Em trajes de gala, aguarda o momento certo de atacar.
O mendaz julga-se acima da vida e da morte
E parte para o embate, com a certeza da vitória.

Assim que o vê, só a ele o touro enxerga.
Risca o chão, repetidas vezes, preparando-se para o assalto,
Vai com tudo, em linha reta, de cabeça, destemido,
Não teme encarar seu oponente de frente.

Encará-lo de frente? Essa sandice
Nuca passou pela cabeça do matador.
Faz seu balé sinuoso, com ardil.
Desorientado, o animal titubeia.

Nesse instante, começa o massacre...
Espetam-lhe bandarilhas, que não matam,
Mas sangram, humilham, minam a robustez taurina.
Ofegante, o bruto pressente sua iminente imolação.

É então que, de guerreiro,
O touro torna-se palhaço
E aos gritos de “olés” da multidão pára,
Antevendo que não há mais por que lutar.

O toureiro ainda não está contente:
Instiga-o; dança em sua frente, dá-lhe as costas.
Fraco, contudo valente, o macho faz a arremetida final,
E a estocada no coração rouba-lhe o pouco de ilusão que ainda restava.

Os gritos, assovios e aplausos da multidão,
A sensação interna de ser superior,
Por hora, alimentam o toureiro.
Contudo, após a corrida de touros, vem o silêncio!

E no silêncio, ele descobre que nunca será touro;
Nunca será sincero, nem será imponente;
Nunca deixará suas marcas no chão,
Nem terá coragem de encarar algum de frente.

Tens certeza de que ganhastes o embate, Sr. Matador?

 

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Bella
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 20/07/2006

                                                     A uma recém-amiga, por seu aniversário!

 I_sabel já foi rainha, já vinhedos cultivou
 S_anta para alguns devotos, nome de uma bela cor
 
A história esta repleta de isabéis e elizabetes
 
B_ravas, fortes, corajosas, sufocadas em seus corpetes
 E_ssas todas se encolhem ante nossa Isabella
Ls” ela tem de sobra e de sobra isa é bella
 L_evada, audaz, inteligente, sutil e apimentada
 A nossa amiga Isabella merece ser sempre lembrada!

 

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Dor
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 02/08/2006
 

Dói
O despeito
A ofensa
A apunhalada
O desrespeito

Dói
A mentira
Os golpes baixos
As verdades na cara
Os malfeitos

Dói
O dia seguinte
O vazio
O vazio
Os desfeitos

Dói
A certeza do que seríamos
Se os carmas de outras vidas
(Presentes, passadas ou futuras)
Não conspirassem espreitos

Dor que verte em lágrimas
Lagrimas que vertem em palavras
Palavras que ludibriam a dor.
Dor que escancara meu peito...

 

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Prata e Ouro Genuínos!
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 06/08/2006
 

Pessoas são palavras, são frases que se trocam,
Se apaixonam, se ignoram, se agridem
E se chocam.

Muitas vezes, as palavras moram num simples olhar,
Num carinho, em um toque, ou num ato

De esmurrar.

Muitos seres desprovidos do sentido de escutar
Falam incontáveis palavras em alguns gestos
De acenar.

 

Quantas vezes elas tomam caminhos diferentes

E falham como meios do pensar

Do emitente.

 

Talvez os mais preciosos vocábulos já concebidos
Ficaram calados na alma, no acanhar
Dos enrustidos.
 

Tem palavras que edificam, com o dom de encorajar,
Dão abrigo aos feridos e alento
Ao penar.
 

Outros verbos, reprimidos, destroem tudo que tocam
Ferem mais que muitos bichos espreitados
Em suas tocas.
 

Frases incendiárias, movidas pelo furor

Muitas vezes se aplacam ao verem as de

Bom humor.

 

E há aqueles sábios humanos, com o dom de refrear
Que sufocam palavras veras no intuito de
Não incendiar.

Esses últimos, disse Tiago, discípulo de nosso senhor:
São perfeitos e capazes dos mais puros
Gestos de amor.

Que todos nós meditemos no poder que possuímos
E tornemos nossos ditos prata e
Ouro genuínos!
 

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Deusa-mulher
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 19/08/2006

 

Flor viçosa, cheirosa, bonita, gostosa, preciosa;

Lábios quentes, candentes, ardentes, incandescentes;

Áureos cabelos sedosos, graciosos, maravilhosos!

Vítreos olhos divinos, felinos, turmalinos. Fascínio!

Infantes gestos inocentes, decentes, silentes, fluentes;

Alma pueril de menina, corpo febril de mulher. Divina!  

 

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Rainha

(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 19/08/2006

 

                         À minha irmã, companheira de tantas jornadas!

                            

R ainha que doce, meiga e gentil chega à plenitude
E scortinas e proteges como a sombra de um rochedo
G ambeteias os malfeitos, porém sempre manténs a virtude
I ntríseco te és o encarar de frente os teus medos
N orte que conduz os teus à dignidade e beatidute
A lma generosa que verga, mas nunca perde o enlevo!

 

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Pula lá!

(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 28/08/06

 

No alto, uma mula:

- Lula! Lula!

 

Faminto, o povo adula:

- Lula! Lula!

 

Ao redor, a matula1:

- Gula! Gula!

 

Democracia nula:

- Pula! Pula!

 

1 matula = multidão de gente ordinária, de vadios; súcia, corja, matulagem

 

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In a Class...
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 02/09/2006

 

"

B

 ooks is on the table"
 

E

 nfático, retorque aceiro.
 

A

 mestra reforça o preceito:
"

T

 he books are on the table"
 

R

 adiosa, pois infere no erro
 

I

 ndício que o pupilo embusteiro,
 

Z

 elou por buscar o bem-feito.

 

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Fugaz

(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 09/09/2006)

 

Apiedai-vos!
De quem se banqueteia com migalhas
E nunca está à altura do festim
Por sempre arrastar-se rente à palha.

Apiedai-vos!
Por quem troca sua chama pelo bolso
E busca uma miragem até o fim
E vislumbra um jardim no calabouço.

Apiedai-vos!
De quem ergue castelos no fugaz
E orgulha-se das torres de marfim
Sem conceber o fim que há por trás.

O tempo passa, oh! tempo canalha.
O fugaz se desfaz e desguarnece;
O castelo rui: zás! se esmigalha.

As sobras, no rescaldo, são só tralhas
E um espelho que maldito permanece
A refletir-lhe os olhos, 'té a mortalha!

 

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Onze de Setembro

(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 11/09/2006

 

Impacto fulminante,
Impacto cataclísmico!
Pessoas aniquiladas num baque.
Inferno de Dante, não! de nunca dantes!
Labaredas consumindo bens que outrora consumiam.
Fumaça misturada aos vapores dos humores;
Sangues que fervem, não de raiva.
Uma criança acuada, uma mãe desesperada
Doando seu corpo como antepara
Pra resguardar por mais alguns ofegos
A alma que em seu ventre fez folguedos.
Homens engalfinhando-se, pária canalha!
Outrora senhores e doutores,
Agora reles palha ordinária.
Medo, terror, pânico, sofrimento!
Vidas repassadas em um segundo,
Traspassadas em um instante interminável.
Ofensas inpensadas não desditas
Que ardem muito mais que o ardor da flama!
Famílias perdidas, laços partidos,
Cabeças partidas, vidas idas!
Corações esmigalhados, esperança esvaída.
Heróis inesperados que surgem
Como chama entre as chamas;
Heróis humilhados que caem
Olvidados, na lama!

Esse terrorismo,
Descrito sem floreios,
Aconteceu em Bagdá
No final de um bombardeio.

 

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Ostera

(De: Celso Alvares & Felipe Luiz Alvares "Fião" Vital)

                                   

 

 

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(De: Celso Alvares - Sorocaba, SP) -  17/12/2006

                        K A T H A R S I S  
m o v e r - s e   a t l é t i c a   n o   e v o l v e r   p e r e n e
u i v a n d o   e m b e v e c i d a   a o   l u a r   p o i é t i c o
l a d i n a   s u r p r e e n d e r   o   c a o s   d e   s e m p r e
h a b i t u a r - s e   à   a r t e   p l a n a   e   e c l é t i c a
e m   t ã o   i n s a n o   u n i v e r s o   a d s t r i n g e n t e
r e v e l a r - s e   d e s n u d a ,   k a t h a r s e s t é t i c a

 

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Cartão de Natal
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 21/12/2006
 

Talvez o maior poeta do mundo
Seja aquele sensível o suficiente
Para fazer-nos perceber a sutileza
De um olhar, de um pequeno gesto
e, muitas vezes, do calar...
Que esse artífice magnífico,
Não importa como você o chame,
Faça do seu enredo no próximo ano
Um poema de felicidade, paz e amor!

 

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9 de março
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 09/03/2007

 

Ontem...

 

Uma lágrima rolou devido a um esquecimento

Uma lágrima rolou, em milhões, incontáveis elas

E bilhões não perceberam que, por fim, era seu dia

E zilhões não se importaram se de alguém o dia era

 

E nos guetos, e nas favelas

Mulheres foram espancadas

Nos palácios, na alta esfera

Mulheres foram espancadas

No extremo e no médio orientes

Mulheres foram espancadas

E no tão "eqüanime" ocidente

Mulheres foram espancadas

 

O assédio, a cafajestagem, a cantada

O sexo imposto, a brutalidade, a encoxada

O aborto proposto, o abandono, as noitadas

Não se pagam com uma flor, um sorriso 

Ou palavras estereotipadas.

 

Feliz nove de março, e que este dia...

Não celebre a fragilidade e a hipocrisia

Mas, o espaço galgado e a valentia

De guerreiras com verve no dia-a-dia!

 

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Beija-flor*
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - 21/12/2007

 

Este ano durou muito tempo;
Uma vida este ano durou.
Aqui dentro, pulsando espreito,
Muitas eras o vento levou
O que pulsa a cada momento,
A esgana de ser beija-flor,
Fagulhando, como luz, um fomento
Ao beijar, em um istmo, a flor.
Meus amigos eu quero com beijo
Isso Elias, um dia, pregou
Lá importa, que face eu vejo
Ipê-roxo, amarelo ou que cor?
Amizade qual germe de vida
Levarei em meu seio aonde for
Hoje eu levo, vocês, pela vida
Mas não vôo como beija-flor!


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Obscura Idade*
(Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil) - Carnaval de 2008

 

O lado escuro de um ser em que as verdades se encontram...
O único lugar do universo onde não há becos, nem muros,
Canto nenhum para se esconder e fugir do sol da verdade
Que explode a cada momento, mas que não emite luz:
Só um reflexo monstruoso de alguém que desconheço.

Estou diante de um espelho de parque de diversões:
Esse reflexo distorcido não é eu!
Pára! Não está divertido. Eu quero descer!

Por que não sou lua? Por que esse lado escuro
Insiste em ficar diante dos meus olhos?
Tenho medo do que vejo!
Quem é este que está à minha frente com contornos tão definidos?
E de onde vem esse reflexo se em volta não há luz?

Quem roubou o brilho dos meus olhos?
Quem roubou meu sonho mais bonito,
Minha terra sem mal, meu nirvana,
Minhas 70 virgens, meu paraíso?
Quem roubou meu Deus?

Vejo tudo que repúdio, tudo que desprezo.
Se sou parte de um todo, também tenho meu quinhão
Dessa humanidade sem luz, de pessoas frias como gelo,
Como o lado escuro da lua que nunca se expõe
Para não revelar que é lá sua cratera mais profunda.

Talvez o maior medo seja o silêncio da noite...
Quando grita o antieu, o eu que não domino,
aquele que repudio e que foge dos meus domínios,
Embora insista em me afrontar,
Sempre mostrando que suas garras
São bem mais profundas que a crosta da minha face!

 

*Todos os direitos reservados. Liberado para cópia e publicação sem autorização prévia, desde que: o conteúdo original seja preservado na íntegra (inclusive com os erros de ortografia e gramática), e com o mesmo estilo de identificação do autor acima, ou seja (Celso Alvares, Sorocaba, SP – Brasil), abaixo do título.

 

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